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Fazendo um projeto do texto



Este post é uma continuação do artigo sobre a importância de planejar o texto antes da escrita, intitulado Como fazer uma boa redação?


Olá, estudantes de plantão, tudo bem?

Conforme prometi no artigo Como fazer uma boa redação?, o projeto de texto ou plano textual, como gosto de falar, é uma etapa fundamental para a construção de um texto competente. Isto porque é neste momento que o aluno elabora sua estratégia argumentativa para adentrar ao tema solicitado na Redação. 

Muitos estudantes pulam esta etapa por acharem perda de tempo ou por que gostam de já colocar em análise escrita seus pensamentos. Mas a síntese dos principais elementos estruturais da redação são fundamentais nortearão todo processo textual e garantirão uma harmonia e coerência maior entre a introdução, desenvolvimento e conclusão da Redação.

Vejamos os tópicos essenciais sobre os pontos a elaborar inicialmente, em forma de sentenças curtas, os elementos da redação:


Tese: _____________________________________________________

Argumento 1 (principal):______________________________________

Argumento 2 (secundário):____________________________________

Conclusão (ou proposta de intervenção): ________________________

*Obs.: Sabemos que há mais elementos possíveis dentre os destacados acima, mas elencamos apenas os fundamentais para uma redação competente.

Análise prática

Você é capaz de sintetizar os elementos listados acima por meio da leitura do texto abaixo? 

Veja o texto nota mil abaixo sobre o tema da " Intolerância Religiosa" de 2016:

"A locomotiva de Marx

De acordo com Albert Camus, escritor argelino do século XX, se houver falhas na conciliação entre justiça e liberdade, haverá intempéries de amplo espectro. Nesse sentido, a intolerância religiosa no Brasil fere não somente preceitos éticos e morais, mas também constitucionais estabelecidos pela Carta Magna do país. Dessa forma, observa-se que a liberdade de crença nacional reflete um cenário desafiador seja a partir de reflexo histórico, seja pelo descumprimento de cláusulas pétreas.

Mormente, ao avaliar a intolerância religiosa por um prisma estritamente histórico, nota-se que fenômenos decorrentes da formação nacional ainda perpetuam na atualidade. Segundo Albert Einstein, cientista contemporâneo, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Sob tal ótica, é indubitável que inúmeras ojerizas religiosas, presentes no Brasil hodierno possuem ligação direta com o passado, haja vista os dogmas católicos amplamente difundidos no Brasil colônia do século XVI. Assim, criou-se ao longo da historiografia, mitos e concepções deturpadas de religiões contrárias ao catolicismo, religião oficial da época, instaurou-se, por conseguinte, o medo e as intolerâncias ao diferente. Desse modo, com intuito de atenuar atos contrários a prática da religiosidade individual, cabe ao governo, na figura do Ministério da Educação, a implementação na grade curricular a disciplina de teorias religiosas, mitigando defeito histórico.

Além disso, cabe ressaltar que a intolerância às crenças burla preceitos constitucionais. Nessa perspectiva, a Constituição Brasileira promulgada em 1988, após duas décadas da Ditadura Militar, transformou a visão dos cidadãos perante seus direitos e deveres. Contudo, quase 20 anos depois de sua divulgação, a liberdade de diversos indivíduos continua impraticável. À vista de tal preceito, a intolerância religiosa configura-se uma chaga social que demanda imediata resolução, pois fere a livre expressão individual. Dessa maneira, cabe ao Estado, como gestor dos interesses coletivos, a implementação de delegacias especializadas de combate ao sentimento desrespeitoso e, até mesmo violento, às crenças religiosas.

Destarte, depreende-se que raízes históricas potencializam atos inconstitucionais no Brasil. Torna-se imperativo que o Estado, na figura do Poder Legislativo, desenvolva leis de tipificação como crime hediondo aos atos violentos e atentados ao culto religioso. Ademais, urge que a mídia, por meio de novelas e seriados, transmita e propague a diversidade religiosa, com propósito de elucidar e desmistificar receios populacionais. Outrossim, a escola deve realizar debates periódicos com líderes religiosos, a fim de instruir, imparcialmente, seus alunos acerca da variabilidade e tolerância religiosa. Apenas sob tal perspectiva, poder-se-á respeitar a liberdade e combater a intolerância de crença no Brasil, pois como proferido por Karl Marx: as inquietudes são a locomotiva da nação."

Fonte: G1 Educação. Acesso em 29/07/2017. http://g1.globo.com/educacao/noticia/leia-redacoes-nota-mil-do-enem-2016.ghtml

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