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Vidas Secas: leitura obrigatória (Parte II)




Este é um guest post de Ricardo Costa, autor de outro artigo de opinião sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Vale a pena ler pela riqueza de analogias presentes no texto, feitas a partir da leitura e análise do romance!




Moldando a consciência     


     O Nordeste: terra da fome, da seca, dos coronéis e dos homens bravos. Nas palavras de Euclides da Cunha: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte". Tal afirmação é comprovada e dramatizada por Graciliano Ramos em sua obra Vidas Secas de forma profunda, abrangendo desde o cenário hostil ao seu impacto na consciência do sertanejo.

     A realidade apresentada aos homens do sertão nos lembra a concepção que os homens da Grécia Antiga tinham sobre o mundo: um lugar estático, onde os seres ocupam lugares físicos e assim prosseguem no caminho da História. É o modelo metafísico de percepção. Contudo, os sertanejos não dão conta deste fato e seguem suas vidas com pequenos questionamentos sobre a ordem vigente.
     
     Quando Fabiano questiona-se sobre a exploração do patrão sobre ele, julga-se incapaz de pensar e, consequentemente, contenta-se. Porém, Graciliano nos mostra que o ser, mesmo em um estado de extrema alienação, é capaz de  produzir perguntas.

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     Um importante pensador do século XIX, chamado Karl Marx, escreveu em Ideologia Alemã: "O pensamento de uma época será sempre o pensamento de uma classe dominante". Ou seja, os sertanejos são moldados e condicionados a aceitarem a realidade, parecendo inertes, contudo, não estão impedidos de criar e mudar pensamentos revolucionários em seu interior.

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