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Vidas Secas: leitura obrigatória (Parte I)

Olá, estudantes,




Este é um guest post de Mariana Moura. Ela escreveu um artigo de opinião sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Aproveitem a leitura!


A seca humana


     Este artigo tratará da formação do homem de acordo com o que o ambiente lhe impõe, defendendo a seguinte tese, baseada na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos: "o homem é fruto da seca da vida".

     Graciliano Ramos denuncia, nesta obra, a questão do sertanejo atingido pela seca e pelas precárias condições de vida. Logo nos primeiros capítulos do livro, vemos que a família de Fabiano é mais calada que o comum, mostrando indignação com a própria situação e falta de consciência da miséria que vivem. Calejam-se e adaptam-se a um modo de vida bárbaro e rude, pois esse é o único modo de sobrevivência para aquela família, explorada tanto pela seca, quanto pelo próprio homem,  como os "superiores" de Fabiano, o soldado amarelo e o dono das terras, que os tratam como animais.

     Sendo tão mal tratado, tanto pelo pelos donos de terra, quanto pelo descaso parte do governo, o sertanejo conforma-se, como um animal, muitas vezes feroz, mas irracional, sempre sujeito a desgraças e humilhações.

     Muitos planos foram feitos pela família, como trocar a cama de varas, conseguir um local para se tornarem donos e colocarem seus filhos na escola. Porém, como Fabiano mesmo disse: "Será que pessoas como eu têm direitos?" Não conseguiam trocar a cama, pois eram explorados pelo patrão; as terras que conseguiam, ou a seca destruía, ou alguém revogava; e conhecimento para quê, se trabalhavam como burros de carga?

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     Portanto, o homem encontra como solução de sobrevivência adaptar-se ao meio em que vive, mesmo que tenha de se conformar com o modo ignorante de ser, imposto por forçar maiores, não só da natureza, mas do próprio homem que se diz superior.